O Brasil em casa: Memória e cultura no design contemporâneo

Há um Brasil inteiro voltando para dentro de casa. Na Leroy Merlin Fortaleza, a designer Joana Lira e o designer Paulo Biacchi conduziram uma conversa especial sobre como memória, cultura e identidade atravessam o design contemporâneo. 

O encontro começou nos bastidores de suas coleções e avançou para uma questão que vem ganhando força no cenário atual: o resgate da identidade brasileira como matéria-prima criativa.

Cores, territórios, afeto e repertório cultural apareceram como elementos centrais de um design que não busca apenas acompanhar tendências, mas construir personalidade e pertencimento.

Joana Lira e a coleção Afago

Joana apresentou a coleção Afago, inspirada na paisagem, nos símbolos e na cultura do Sertão pernambucano. Com uma mudança de olhar, ela transforma a narrativa da falta em abundância. 

O território vira desenho, a memória vira cor e o afeto chega à arquitetura. Uma linguagem visual que carrega história, sensibilidade e identidade.

Paulo Biacchi: No Molhado e Uma Chuva

Paulo trouxe as coleções No Molhado e Uma Chuva. A primeira recupera uma atmosfera dos anos 1970; a segunda segue uma linha mais minimalista. 

Em comum, as duas propostas permitem diferentes combinações e abrem espaço para a participação de quem leva o design para casa. Como ele reforçou durante a conversa: o designer cria a peça, mas quem habita o espaço continua a criação.

Quando identidade vira design

O encontro reforçou um movimento importante no design brasileiro: olhar com autoria para nossas cores, memórias, territórios e referências. Ao reunir designers, arquitetos e profissionais do setor em Fortaleza, a Leroy Merlin aproximou quem projeta espaços de quem está por trás das criações, transformando a apresentação das coleções em um momento de troca e repertório.

Durante o evento, também foram apresentados caminhos do estudo de tendências de cores da Suvinil para 2026, o Co(r)existir. A partir da observação de comportamento, cultura e inovação, a pesquisa chega a quatro movimentos: Sentir, Respirar, Brincar e Criar.

No fim, uma ideia permaneceu: em tempos de referências cada vez mais parecidas, reconhecer nossas próprias histórias pode ser uma das formas mais interessantes de criar algo singular.

O Brasil em casa é isso: memória, afeto e identidade transformados em design contemporâneo.

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